Como tratamos os dados.
A Questiona segue o dinheiro público a partir de dados oficiais. Esta página explica de onde vêm os números, como são processados, com que frequência são atualizados e onde têm limites. A regra de base é simples: não inventamos números, e cada figura traz a data dos dados a que se refere.
De onde vêm os dados
Os contratos públicos têm origem no registo oficial do Estado, onde, por lei, é publicado cada contrato em que uma entidade pública compra bens, obras ou serviços. A Questiona lê esse registo através de uma API de dados abertos e, quando a fonte primária atrasa, recorre a um espelho oficial publicado em dados abertos. As fontes concretas estão listadas na página de fontes.
Os restantes temas (saúde, estatística, justiça, energia, turismo, parlamento, legislação e orçamento) vêm de outras fontes oficiais abertas, listadas uma a uma na página de fontes.
Como processamos os registos
O registo é vasto e nem sempre fácil de ler. A Questiona recolhe uma amostra recente dos contratos, normaliza os nomes das entidades e resolve cada nome ao respetivo NIF (a fonte só permite filtrar por NIF, não por nome). A partir daí calcula as figuras que mostramos: a fatia adjudicada por ajuste direto, os maiores contratos e quem recebe.
Uma vez por dia, um processo automático reconstrói o boletim do dia a partir desta amostra. Esse processo é o único sítio onde corre a análise; quem visita o site lê o resultado já calculado, nunca a fonte em tempo real. É isso que mantém o site rápido e o custo previsível.
Com que frequência atualiza
O boletim é regenerado diariamente. Quando há dados novos, as figuras e o destaque do dia mudam; quando a fonte oficial congela (acontece com a contratação pública em certos períodos), mostramos os dados mais recentes disponíveis e dizemo-lo claramente, com a data a que se referem.
Limitações e qualidade
As figuras vêm de uma amostra recente, não do total histórico: servem para ver o padrão, não para auditar cada euro. As contagens por entidade refletem a atividade na amostra, não o número de contratos de sempre.
A cobertura por nome privilegia as entidades mais ativas (as mais procuradas); entidades raras ou antigas podem não ter página própria e aparecem na pesquisa por texto. E quando a fonte oficial publica registos incompletos ou em atraso, isso reflete-se no que mostramos. Assinalamos sempre que um dado está desatualizado.
Período coberto
O registo de contratos públicos cobre o período de 2012 a 2026. A amostra que analisamos é uma janela recente desse registo, com a data dos dados indicada em cada figura.